Romenos condenados a mais de 17 anos de prisão
Ago 27, 2009 Destaques
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O Tribunal de Setúbal condenou ontem seis romenos acusados do homicídio do segurança de uma empresa de Palmela e de outros crimes de homicídio tentado e roubo a penas entre 17,5 e 19 anos de prisão.Segundo a Lusa, os arguidos Gheorghe Bocoi, Gheorghe Apostol e Stelian Vlaicu foram condenados a 19 anos de prisão, Tiberiu Tertea e Dânut Nitrodan Onea a 18,5 anos e Leonard Sandu Cobei a 17,5 anos e ainda ao pagamento solidário de uma indemnização de 67 500 euros aos familiares da vítima.
Os outros dois elementos do grupo de oito romenos, Ion Suraj e Grigore Alexandru, foram absolvidos, embora este último continue preso no âmbito de outro processo. No processo inicial constava ainda um nono arguido, Ionel Girip, que nunca chegou a ser capturado e que terá conseguido fugir para a Roménia, conseguindo escapar à justiça. Durante o assalto à Interset, além do homicídio de Nelson Silva, alguns elementos do grupo dispararam também sobre o outro segurança, Américo Santinho, que foi atingido numa mão, e sobre uma patrulha da GNR que se deslocou ao local. Poucas horas antes do homicídio na Interset, os suspeitos, residentes na zona do Cacém e Sintra, já tinham assaltado um supermercado em Alcácer do Sal. Na leitura da sentença, o juiz Alexandre Azadinho, que presidiu ao colectivo do Tribunal de Setúbal, admitiu que não foi possível apurar quem efectuou os disparos que causaram a morte do segurança da Interset, em Novembro de 2005. O magistrado acrescentou, no entanto, que o tribunal formou a convicção de que os arguidos tinham um acordo para a realização dos assaltos e que qualquer um deles poderia disparar, caso fosse necessário. “Para o tribunal, todos os arguidos que entraram na Interset sabiam que era admissível o recurso a qualquer acto de violência e que qualquer um deles poderia ter de disparar”, disse. Além do homicídio do segurança da Interset, Nelson Silva, que deixou órfãos dois filhos menores, os arguidos respondiam também por vários crimes de assassínio tentado e por mais de três dezenas de roubos. A mulher do segurança assassinado, Sónia Silva, não esperava mais da justiça, referindo, contudo, que só haveria justiça se os autores da morte do marido fossem condenados a pena de morte. “A única solução era a pena de morte. Sei que é mau dizer isto, mas a verdade é que os meus filhos ficaram sem pai”, salientou. A advogada da família, Cecília Claudino, não acredita que os arguidos tenham condições para pagar a indemnização decretada pelo tribunal, mas mostrou-se satisfeita com a pena. “O colectivo de juízes não poderia ter ido mais longe, atendendo a que não foi possível descobrir o autor material dos disparos”, disse.| 27.07.07 |
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| Fonte: Edição Online do Diário de Notícias |