Mendonça Costa citado no 24horas
Ago 27, 2009 Destaques
McLane Portugal justifica despedimento com a conjuntura mundial
Mais 38 trabalhadores para o olho da rua
Sindicato pondera hipótese de vir a impugnar despedimento na Justiça
Texto – João Nascimento – joão.c.nascimento@24horas.com.pt
A McLane Portugal, empresa de camionagem e logística, prepara-se para lançar no desemprego 38 dos seus cerca de 90 funcionários já no final deste mês.
David Claxton, director-geral da McLane no nosso país, explicou ao 24horas, por escrito, a necessidade de dar este passo com a “conjuntura económica mundial” e os “aumentos sucessivos de custos dos combustíveis”, ao longo de meses, entre outros factores, mas os trabalhadores desconfiam…
“Esta é a terceira vez em oito anos que a empresa faz um despedimento colectivo e sempre por razões muito amplas e pouco claras. A verdade é que o trabalho não tem faltado e não estávamos à espera disto”, explicou ao 24horas um dos funcionários afectados, que preferiu não se identificar.
Nem mais um cêntimo!
Os trabalhadores queixam-se, ainda, da intransigência mantida pela empresa ao longo dos cerca de dois meses de processo negocial. Uma vez esta não ter aceite qualquer proposta com vista a indemnizar os funcionários acima do obrigatório por lei (um mês de salário por cada ano de trabalho).
”A MacLane mostrou-se desde o primeiro momento decidida em dispensar as pessoas. A possibilidade de suspensão temporária dos contratos, ou outras formas de evitar os despedimentos, sugeridas por nós, não mereceram grande atenção”, contou Mendonça Costa, membro do Sindicato dos Transportes Rodoviários de Portugal, que está a acompanhar o caso.
Outro aspecto questionado pelos trabalhadores afectados é o critério de redução de despesa, uma vez, segundo nos contaram, os vencimentos da maioria dos que, ao que tudo indica, em breve serão afastados da empresa, não ultrapassar os 600 euros. “Estão a usar isto para sanear, para pôr fora os que lhe fazem frente”, salientou um dos trabalhadores. Motivo que leva o mesmo o sindicato a ponderar a hipótese de impugnar o despedimento em tribunal. O 24horas pediu ao Ministério do Trabalho um comentário à situação descrita, mas não obteve qualquer resposta.
Fonte: Edição impressa do 24Horas de 15/09/2008