Julgamento de morte de comerciante tem início em Setembro
Ago 27, 2009 Destaques
|
Está agendado para o início do próximo mês de Setembro o julgamento de Edivaldo Rodrigues, o presumível autor dos disparos que mataram José Encarnação Correia, proprietário da ourivesaria “Jóias Bocage”, em plena baixa comercial de Setúbal.
Ana Maria Santos
red.asantos@osetubalense.pt Está marcada para o próximo dia 7 de Setembro a primeira audiência do julgamento da morte do comerciante José Correia, assassinado no interior do seu estabelecimento a 20 de Agosto do ano passado. Na sala de julgamento, que terá, para além do colectivo de juízes a participação de júri, vai estar presente, como arguido, somente Edivaldo Alves Rodrigues, de 21 anos, um dos dois indivíduos de nacionalidade brasileira que no referido dia assaltaram aquele estabelecimento, já que o outro arguido, Danilo Rosa de Oliveira Filho, igualmente com 21 anos de idade, se encontra em parte incerta. Os dois arguidos são acusados dos crimes de roubo agravado, na forma tentada e de homicídio qualificado, enquanto que o arguido Edivaldo Rodrigues incorre ainda num crime de detenção de arma proibida e ofensa à integridade física qualificada. Segundo a acusação No dia do homicídio, ao chegarem ao estabelecimento terá entrado no mesmo o arguido Edivaldo Rodrigues enquanto que o outro arguido terá permanecido junto à porta a vigiar a entrada. Segundo a acusação, o arguido Edivaldo ter-se-á dirigido ao comerciante, que se encontrava por detrás do balcão, apontando-lhe a arma e dizendo tratar-se de um assalto. José Correia terá então avançado em direcção ao arguido dizendo-lhe para parar. Ter-se-á seguido uma troca de palavras, onde o arguido lhe dizia que só queriam o dinheiro, tendo sido nessa altura que terá puxado a corrediça da arma para trás. No entanto, e ainda segundo a acusação, o comerciante dirigiu-se ao sistema de alarme da loja, na parede ao fundo do estabelecimento, o qual accionou ao mesmo tempo que se escondia atrás do balcão. Só que, tal como pode ler-se na acusação, o arguido Edivaldo ter-se-á debruçado sobre o balcão e disparado, duas vezes, sobre o comerciante, atingindo-o no crânio, acabando o mesmo por falecer. Ainda segundo a acusação do Ministério Público, o arguido terá agido conscientemente e deliberadamente, com a finalidade de molestar fisicamente o comerciante. Lembramos que no dia 20 de Agosto, e logo após a vítima ter sido atingida a tiro, os arguidos colocaram-se em fuga, apeada, não tendo levado consigo qualquer valor monetário ou material. Na fuga, a arma utilizada foi escondida no logradouro de uma vivenda da rua Acácio Barradas, em Setúbal, onde acabou por ser recuperada por agentes da Polícia Judiciária que, entretanto, haviam tomado conta da investigação. Resta acrescentar que os arguidos Edivaldo Rodrigues e Danilo Filho vão ser defendidos, respectivamente, pelas advogadas Cecília Claudino e Irene Claro, sendo assistente neste julgamento, Anabela Roque. |
|
| Fonte: Trissemanário “O Setubalense” – Edição de 10/07/2009 |
do Ministério Público os arguidos agiram de comum acordo e em conjugação de esforços quando, no dia 20 de Agosto do ano passado se dirigiram ao estabelecimento, situado na Travessa do Ximenes, n.º 11, em plena baixa comercial da cidade. Os dois teriam a intenção de se apoderar de bens existentes na ourivesaria, nomeadamente através de uso de violência tendo, para tal, o arguido Edivaldo Rodrigues adquirido uma pistola semi-automática, modelo GT8, de calibre 8 milímetros, posteriormente adaptada para o uso de balas calibre 6,35 milímetros Browning.