Imigração ilegal e falsificação de documentos
Ago 27, 2009 Destaques
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O colectivo de juízes do Tribunal da Comarca de Setúbal, presente no julgamento de um grupo de pessoas acusadas, entre outros crimes, de associação criminosa, começou ontem a ouvir os arguidos que, após a leitura da acusação, se mostraram dispostos a falar em tribunal. Um desses arguidos disse desconhecer totalmente os crimes de que é acusado.Decorreu anteontem, na Vara Mista do Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, a primeira audiência do julgamento de um grupo de 35 pessoas acusadas, entre outros crimes, de associação criminosa, falsificação de documentos autênticos, auxílio à imigração ilegal e contrafacção de selos, cunhos, marcas e chancelas.
Depois da primeira audiência se ter prolongado durante todo o dia – com pequenos detalhes e acertos de última hora – e de no decorrer da mesma ter sido feita a identificação de cada um dos arguidos e, da parte da tarde, a leitura da acusação, a segunda sessão deste julgamento teve início ontem de manhã, altura em que começaram a ser ouvidos os arguidos que mostraram desejo em falar ao Tribunal. Adriano Agostinho, de 26 anos, natural de Angola e actualmente com a medida de coacção de prisão preventiva – em cuja residência, que partilhava com um dos outros arguidos, António Pereira, de 25 anos e igualmente de naturalidade angolana, foram, segundo a acusação, encontrados diversos materiais, entre os quais fotografias, letras amovíveis, uma máquina de plastificar e diversos outros artigos que seriam utilizados na falsificação de documentos -, veio dizer ao Tribunal que raramente se encontrava com António Pereira, cujo apartamento partilhava, que desconhecia qual a finalidade dos documentos e outros artigos encontrados e que o seu colega de apartamento tinha uma chave da porta de acesso à sala da casa, a qual se encontrava quase sempre fechada. Adriano Agostinho negou ainda ter acompanhado as buscas realizadas pelos inspectores da Polícia Judiciária, a 31 de Maio de 2006, dizendo que durante o tempo que as mesmas duraram terá estado “algemado e sentado na minha cama”. Este arguido veio ainda dizer que o mandado de busca à casa onde residia vinha em nome do seu colega de apartamento, António Pereira, mas não conseguiu explicar uma chamada feita para o seu telemóvel, por parte de um dos outros arguidos, em que lhe era pedido que fosse buscar uma determinada folha de papel. Este julgamento tem, durante a corrente semana, sessões diárias interrompendo de seguida para prosseguir a 21 de Abril. Esta interrupção é motivada, segundo Luís Ribeiro, juiz presidente do colectivo que é ainda composto por Paula Sacoto e João Moreira do Carmo, pela não interrupção de outros processos que estão a ser julgados e que envolvem arguidos em situação de prisão preventiva. O juiz presidente disse ainda que solicitou a colocação de juízes auxiliares para que este colectivo se pode dedicar, a tempo inteiro, somente a este processo. Ana Maria Santos |
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| Fonte: O Setubalense |